Como as metodologias ativas de aprendizagem engajam os alunos?

metodologias ativas de aprendizagem

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O ser humano tem uma característica muito importante: a curiosidade. Por meio dela, transformamos o mundo impulsionados pela vontade de melhoria ou de inovação. E o que a curiosidade tem a ver com as metodologias ativas de aprendizagem?

Apesar de serem guiadas pelos pais, as crianças aprendem pelas suas próprias experiências, por meio das descobertas e dos sentidos.

Assim, durante o processo de tentativa e erro, os pequenos desenvolvem habilidades e percepções sobre o mundo.

Entretanto, em dado momento no ambiente escolar, muitas vezes, há uma ruptura desse processo curioso, ou seja, o estudante assume um papel passivo e não participa ativamente da aprendizagem.

Por isso, para favorecer um ensino mais atrativo e participativo, surgiram as metodologias ativas de aprendizagem. Saiba mais sobre o tema!

Como surgiram as metodologias ativas de aprendizagem?

No passado, diversos teóricos defendiam a aplicação de formas de aprendizagem mais colaborativas. Porém, não há um período certo em que houve essa mudança para as metodologias ativas.

“Educação não é uma questão de falar e ouvir, mas um processo ativo e construtivo.”

John Dewey

Na realidade, foram demandados novos métodos conforme as necessidades dos alunos da sociedade contemporânea, que têm um perfil totalmente conectado às tecnologias.

A própria Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e os currículos estaduais e municipais trazem propostas nesse sentido. Conheça algumas ações previstas no documento:

  • Contextualizar os conteúdos dos componentes curriculares, identificando estratégias para apresentá-los, representá-los, exemplificá-los, conectá-los e torná-los significativos, com base na realidade do lugar e do tempo nos quais as aprendizagens estão situadas;
  • Decidir sobre formas de organização interdisciplinar dos componentes curriculares e fortalecer a competência pedagógica das equipes escolares para adotar estratégias mais dinâmicas, interativas e colaborativas em relação à gestão do ensino e da aprendizagem;
  • Selecionar e aplicar metodologias e estratégias didático-pedagógicas diversificadas, recorrendo a ritmos diferenciados e a conteúdos complementares, se necessário, para trabalhar com as necessidades de diferentes grupos de alunos, suas famílias e cultura de origem, suas comunidades, seus grupos de socialização etc.;
  • Conceber e pôr em prática situações e procedimentos para motivar e engajar os alunos nas aprendizagens;
  • Selecionar, produzir, aplicar e avaliar recursos didáticos e tecnológicos para apoiar o processo de ensinar e aprender.

*trechos da BNCC, vide p. 17.

O que são as metodologias ativas de aprendizagem?

Essas metodologias propõem novas formas de aprendizagem em sala de aula para tornar o aluno protagonista do próprio aprendizado.

Porém, é importante lembrar que não há nada de errado nos métodos tradicionais de ensino. O que acontece é que, muitas vezes, esses formatos não são atrativos para os alunos de hoje, causando desinteresse e desmotivação.

Então, como o próprio nome já diz, com o uso das metodologias ativas, os estudantes assumem uma postura também ativa. Ou seja, em vez de apenas receber os conteúdos, eles participam e contribuem com o próprio aprendizado.

Logo, ao usar as metodologias ativas, o professor não deixa de ter o seu papel, mas adota um comportamento mais colaborativo e mediador.

Nesse sentido, as metodologias ativas buscam promover:

  • A participação ativa dos estudantes;
  • O desenvolvimento da autonomia e do senso crítico;
  • O protagonismo, a proatividade e a responsabilidade;
  • O engajamento nas aulas.

Portanto, independentemente do nível educacional que você oferece na sua instituição, saiba que as metodologias ativas podem ser usadas desde a educação infantil até o ensino médio. Então, que tal conhecer algumas delas?

Quais metodologias ativas de aprendizagem existem?

Primeiramente, vale lembrar que o meio digital é mais um recurso, mas não o único. Ou seja, um exercício como um mapa mental, por exemplo, pode ser feito em um site, aplicativo ou em uma folha de papel.

Em outras palavras, mesmo que o aluno não tenha acesso a recursos tecnológicos, o importante é que ele consiga desenvolver as atividades de acordo com a proposta do professor.

Outro ponto a ser observado é a idade dos alunos, pois é preciso avaliar e aplicar as metodologias mais adequadas conforme a faixa etária da turma. Em seguida, listamos algumas metodologias ativas de aprendizagem, confira:

Gamificação

Esse termo que vem do inglês “gamification” é o queridinho das metodologias ativas. Por meio de jogos dos mais diversos tipos (virtuais ou não), os alunos conseguem aprender de uma forma divertida.

Além disso, a gamificação desenvolve habilidades como:

  • Interatividade;
  • Criatividade;
  • Raciocínio lógico;
  • Persistência;
  • Resiliência.

Uma das ferramentas mais conhecidas pelos educadores é o Kahoot, plataforma online para aplicação de quiz. Os quizzes podem ser elaborados pelos professores, mas também pelos alunos.

Nesse caso, os estudantes desenvolvem autonomia, protagonismo e ainda podem assumir um papel de professores, explicando questões incorretas aos colegas, por exemplo. Portanto, apostar em gamificação é sucesso garantido.

Aprendizagem baseada em projetos (PBL)

Esse também é um termo que vem da língua inglesa: “Project Based Learning“. A aprendizagem baseada em projetos é outra excelente maneira de engajar os alunos por meio de projetos em que, sem perceber, desenvolvem diversas habilidades, conforme objetivos estabelecidos pelo professor no plano de aula.

De forma resumida, os alunos têm uma questão, problema ou desafio para resolver. Para tal, eles precisam pesquisar, investigar, desenvolver hipóteses e, por fim, apresentar resultados. 

Assim, eles precisam se engajar no projeto para conseguir solucioná-lo. E se pararmos para pensar, fora da sala de aula a vida é assim mesmo, não é? Estamos o tempo todo resolvendo problemas, desde os mais simples aos mais complexos.

Através dessas práticas, além de os alunos exercitarem a curiosidade, eles desenvolvem habilidades como independência, proatividade, senso crítico, empatia, relacionamento interpessoal, etc.

Sala de aula invertida

Essa metodologia, como o próprio nome já diz, inverte a sala de aula, ou seja, em vez do professor passar os conteúdos para os alunos de forma sistematizada, ele encaminha os conteúdos aos alunos para que façam um estudo prévio.

Diante disso, ao chegar na sala de aula, os alunos compartilham suas contribuições e dúvidas, aprofundando o conhecimento através de discussões com a classe e mediação do professor. Isso os coloca numa posição totalmente diferente do ensino tradicional.

Vale lembrar que a sala de aula invertida é uma das formas de aplicar o ensino híbrido – que faz parte das metodologias ativas.

STEAM (Science, Technology, Engineering, Arts and Mathematics)

A metodologia STEAM, que pode ser traduzida como “Ciências, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática”, é uma forma interdisciplinar de engajar os alunos na solução de projetos.

O STEAM utiliza habilidades de diversas disciplinas. Um exemplo de uma atividade com esse método é o desenvolvimento de uma ponte. Para concluir esse projeto o aluno precisará articular o conhecimento de várias áreas das ciências exatas.

Nesse caso, para aplicação dessa metodologia, é imprescindível que haja integração entre os professores e um bom planejamento da atividade.

Ao utilizar a metodologia STEAM, tanto os docentes quanto os estudantes saem ganhando, pois em uma única atividade é possível desenvolver e avaliar as competências para várias disciplinas.

Educação Maker

É hora de colocar a mão na massa! A educação maker, que também é conhecida como cultura maker ou aprendizagem maker, origina do termo em inglês “DIY” (do it yourself – faça você mesmo), ou seja, o aluno aprende fazendo.

Esse método envolve a experimentação para a resolução de problemas, por meio de tentativa e erro. O objetivo é estimular a autonomia, criatividade, imaginação, pensamento crítico e protagonismo do estudante.

A metodologia articula teoria e prática e torna as aulas mais dinâmicas, podendo ser desenvolvida, também, de forma interdisciplinar. Se pararmos para pensar que a vida não vem com manual de instruções, essa metodologia faz muito sentido, certo?

Design Thinking

Esse método também trabalha habilidades a partir de uma questão problema. A partir dela, os alunos precisam pensar em formas de resolvê-la. Então, o objetivo é que, em conjunto, eles “pensem fora da caixa”.

Dessa maneira, ao pensar em grupo, os alunos desenvolvem a empatia e a colaboração. Ao buscar novas possibilidades de resolução da questão problema, desenvolvem o senso crítico. E, por fim, ao pensar em soluções inovadoras, estimulam a criatividade. Além disso, como nas demais metodologias, desenvolvem protagonismo e autonomia.

O design thinking tem etapas bem definidas, são elas:

  • Descoberta;
  • Interpretação;
  • Ideação (formação de ideias);
  • Experimentação;
  • Evolução.

Essa última consiste em refletir como melhorar os experimentos obtidos, o que favorece o aprendizado contínuo.

Essas metodologias são só algumas opções dentro de uma infinidade de possibilidades, mas você percebeu como elas são importantes para o aprendizado do aluno e o desenvolvimento de competências e habilidades? Dessa forma o aprendizado se torna muito mais significativo, certo?

Então, que tal conhecer como as soluções da Plataforma A+ contribuem para a aplicação das metodologias ativas de aprendizagem na sua escola? Saiba mais.

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